Este espaço é um espelho sobre o pulsar da minha contribuição ideológica enquanto cidadão activo empenhado em desenvolver o meio ao meu redor. Espero colher e partilhar a minha humilde opinião sobre temas de interesse comum
12 de Outubro de 2012

Moçambique está situado na costa sudeste de África numa superfície total de 799 380km2, limitado a Norte por Tanzania, Malawi, Zâmbia, oeste por Zimbabwe e Botswana, sul por África do Sul e Swazilandia, e banhado a leste pelo Oceano índico, numa superfície de linha da costa de 2515 km. Dada a sua posição geográfica, encontra-se integrado no seio de três grandes regiões naturais designadamente África Oriental, África Central e África Austral o que o coloca numa posição estratégica de África, facto que contribuiu para o seu potencial elevado económico, como também coloca numa situação de vulnerabilidade face a ameaça de entrada ilegal de estrangeiros que pode impactar na estabilidade política.

Fruto da sua posição geográfica afigura-se como ponto de ligação para os países do hinterland que não tem acesso directo ao oceano, meio previlegiado de escoamento dos produtos de e para fora do continente por via da rede de transportes e comunicações que o país possui por toda a largura territorial que confluem nos portos internacionais de Maputo, Beira e Nacala. Salientar o impacto do efeito casualidade, onde o ritmo de desenvolvimento de cada subsistema (corredor) acompanha, certamente, a demanda do tráfego de transportes e comunicações entre Moçambique e os países de vizinhos.

 

No âmbito do Programa Estratégico Indicativo de Desenvolvimento da SADC - Guião Regional de 15 anos, foram definidas várias áreas de intervenção para assegurar o desenvolvimento económico e o comércio regionais entre os países estados membros. Para tanto, foram definidas quatro áreas-chave de intervenção, onde o apoio infra-estrutural figura como nuclear no plano da edificação de uma comunidade regional, com o objectivo de melhorar o nível e qualidade de infra-estrutras na região para atrair o investimento, aumentar a competitividade global e incrementar as trocas comerciais.

 

Uma das estratégias que foi preconizada para impulsionar o almejado desenvolvimento infra-estrutural foi através das Iniciativas de Desenvolvimento Espacial (SDI’s), conhecidas também como corredores de desenvolvimento. Os corredores representam espinhas dorsais da cooperação regional entre os países catalizando as oportunidades de desenvolvimento de outras actividades sociais e económicas a nível nacional e internacional.

 

SDI é uma estratégia de desenvolvimento regional através da mobilização de capital privado para empoderar as comunidades locais, como forma de promover crescimento económico sustentável, com incidência no comércio trans-fronteiriço, iniciativas privadas de investimento, desenvolvimento de infra-estruturas e turismo. Os corredores de desenvolvimento consubstanciam-se em oportunidades de investimento cuja natureza e dimensão são corelacionadas com as características específicas de cada região, as condições naturais associadas geram vantagens comparativas que tornam essas regiões altamente atractivas ao investimento.

 

O primeiro corredor de desenvolvimento nacional (SDI) foi de Maputo executado em 1995 ligando a província de Gauteng na África do Sul ao porto de Maputo em Moçambique, seguindo-se os regionais da Beira no centro e de Nacala no norte de Moçambique. Seguiram-se outros corredores locais que foram surgindo para tirar proveito das potencialidades existentes nesses locais, elevando o número para os actuais 14 corredores de desenvolvimento.

 

Considera-se, para este estudo, uma análise das potencialidades do sector dos transportes e comunicação na trindade: produção, comercialização e financiamento.

 

A produção refere-se ao desafio da edificação ou construção de uma rede de infra-estruturas que capitalizem as oportunidades actuais e latentes, visto que o processo de planificação de infra-estruturas é sensível e cuidadoso e requere para isso uma abordagem de longo prazo, atendendo as projecções de crescimento nacional e regional. Dada a magnitude e engenharia necessária a execução das obras, seria relevante a contratação de equipes mistas constituídas por tecnologia estrangeira complementadas por empresas nacionais como forma de potencializar o produto nacional conferindo-lhe experiência, criação de postos de trabalho para a população local, geração de rendimentos, empoderamento da população, criação de capacidade local e fortalecimento da rede de fornecedores de serviços complementares.  

 

A comercialização refere-se a exploração propriamente dita do projecto tendo em conta as suas potencialidades. Duas questões levantam-se nesse processo na óptica dos operadores: a qualidade dos produtos e serviços (endógeno), e o mercado e sua aderência (exógeno). Relativamente a qualidade dos produtos e serviços está intimamente relacionada com a competência e experiência do operador, sua reputação ou marca, e capacidade de gestão, questões que podem ser acauteladas parcialmente com os termos de referência dos projectos em causa.

Quanto ao mercado, está quase assegurado na óptima demand-push. Efectivamente existem actividades económicas em curso, ou interesses económicos decorrentes dos projectos em curso ou ainda potenciais oportunidades de investimento para explorar os recursos existentes. Salientar que o desenvolvimento de infra-estruturas é um factor de atracção do investimento, uma vez que alivia o custo das operações logísticas de transportes e comunicações impactando no aumento do nível de competitividade do país.

 

No que diz respeito ao financiamento, os recursos associados a esta actividade são escassos particularmente os financeiros, requerendo para tanto uma engenharia financeira que ultrapassa as possibilidades de financiamento nacional. Uma saída para este cenário a curto prazo é através da concessão de tais empreendimentos a privados - projectos BOT (nacionais ou estrangeiros) tendo em conta prazos de exploração aceitáveis numa óptica custo-benefício, para assegurar uma transferência efectiva do projecto dentro dos limites cost recovery numa base justa (retorno dos rendimentos). Pelo efeito-demonstração as experiências bem sucedidas podem ser replicadas para outras zonas com igual potencial como forma de alargar o complexo de infra-estruturas.

 

O Estado na prossecução de sua actividade principal assegurar um equilíbrio social, equidade e distribuição justa da renda, pode enveredar por um modelo de exploração destas potencialidades em forma de PPP’s. As vantagens por parte do Estado provenientes da capacidade de atracção de financiamento e supervisão concomitante do desempenho dos projectos numa óptica sócio-económica, conjugadas pelas vantagens do operador privado que tem competência, margem para obtenção de vantagens competitivas genéricas de diferenciação ou liderança nos custos advenientes de sua especialização, para além dos objectivos económicos que persegue, podem gerar sinergias e partilha de resultados mutuamente vantajosos.

 

* Adaptado do artigo "Programa de Desenvolvimento Espacial" do mesmo autor.

publicado por Cidadão Atento às 15:44
22 de Agosto de 2012

As organizações existem para atingir determinados resultados organizacionais que radicam envolta do objectivo económico, que é obtenção de lucro e maximização do seu valor a longo prazo. Este objectivo meramente material, caracterizou o processo competitivo das organizações ao longo do tempo, onde a preocupação com os recursos, estratégia empresarial, quota de mercado, custo dos produtos e respectivos preço de venda tendo em conta os concorrentes, posição competitiva previlegiada e os lobbyes, eram o centro de atenção dos gestores empresariais. A evolução tecnológica trazida pela globalização, que suscitou maior acesso a informação veio a alterar radicalmente o paradigma competitivo.

 

A discussão envolta da gestão, se é ou não ciência, é remota e divide opiniões. Muitos consideram gestão como uma ciência, alguns consideram como profissão. Aliás, “as escolas de gestão são, agora, importantes centros de investigação que contribuem para o avanço do conhecimento disseminado no mundo através de publicações científicas”, segundo Exame (Novembro 2011:36)[1]. Para o nosso contexto, considera-se gestão como ciência social, de natureza económica que se dedica a planear, organizar, liderar e controlar os recursos de uma organização de forma eficaz e eficiente, transformando necessidades do mercado em soluções (produtos e serviços) que satisfaçam desejos dos consumidores e em contrapartida obtenham receitas que sejam convertidas em lucro para o crescimento e sustentabilidade do negócio.

 

A Gestão de Conhecimento (GC) em inglês Knowledge Management (KM), surge como uma disciplina que veio reformar a abordagem isolada como a gestão das organizações operava  sublinhando a pertinência de uma abordagem sistémica às organizações que aprendem. No meio de incerteza, Micklethwait, John & Wooldrige, Adrian (1996)[2] sugerem que a primeira pessoa que percebeu o desenvolvimento da sociedade baseada no conhecimento foi Peter Drucker, porém desde os anos 60 pensadores de gestão haviam começado a apresentar resultados de estudos sobre a dinâmica de aprendizagem dos indivíduos e das organizações. Figueiredo, Saulo[3] (2005) entende que “Gestão de conhecimento pode ser compreendida como um estilo de gestão e liderança, coerente, baseado e preocupado com a valorização e com os cuidados com o saber, com seus detentores, com a aprendizagem, produção, aplicação e protecção dos conhecimentos”.

 

Importa recuar e delapidar o conceito de conhecimento, para enquadrar à esta analogia. Consta no wikipedia[4] que “conhecimento é a informação interpretada, ou seja, o que cada informação significa e que impactos no meio cada informação pode causar de modo que a informação possa ser utilizada para importantes acções e tomadas de decisões”. Retira-se daqui um importante atributo do conceito de conhecimento que é base para processo de tomada de decisão, a tarefa nobre de um gestor. Enquanto que o conhecimento tácito é o que está contido na cabeça das pessoas, o conhecimento explícito resulta da materialização do conhecimento tácito e o conhecimento potencial resulta da manipulação da Tecnologia de Informação (TI) sobre o conhecimento existente para análises complexas e multi-variáveis.

 

O conhecimento gerado e mantido nas organizações deve ser multiplicado de modo a perpetuar-se de geração em geração, para compensar o reduzido ciclo de vida dos trabalhadores nas organizações. Esse processo desencadeia-se através da transferência de conhecimento entre colaboradores de uma instituição intencionalmente ou não, formal ou informalmente. Dentre várias designações que possam atribuir-se ao emissor, destaca-se o coach, segundo Figueiredo, Saulo (2005) “... é o papel que as pessoas assumem quando se comprometem a apoiar alguém a atingir determinado resultado... A identificação do perfil adequado do coach bem como a sua preparação para o desempenho da função, talvez seja a parte mais crítica deste processo”.

 

O Capital intelectual representa o valor mais importante para enfrentar o actual quadro competitivo. A gestão de talentos torna-se uma estratégia válida orientado a criação de valor para as organizações e seus stakeholders obedecendo duas fases, inicialmente a captação de talento individual e organizacional e finalmente capitalização e retenção do mesmo talento para o desenvolvimento organizacional.

 

A criação de uma atmosfera favorável a instauração, vigência e aprimoramento do capital intelectual é uma premissa crucial neste processo por obedecer critérios tais como: acrescentar valor, escassez ou raridade, dificuldade ou imperfeição na imitação e dificuldade de substituição. Assim, “a gestão de conhecimento é a arte de conseguir transformar o máximo de capital humano em capital intelectual estruturado, colectivo, da organização”, Serrano, A. & Fialho, C. (2005)[5].



[1] In Revista Exame, Nº 331, Novembro de 2011

[2] In Os Gurus da Gestão, 1ª edição, Editorial Presença, Lisboa

[3] In Gestão do Conhecimento, QualityMark Editora, São Paulo.

[4] In http://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_do_Conhecimento

[5] In Gestão do Conhecimento - O novo paradigm das organizações, 3ª edição, FCA editora, Lisboa

publicado por Cidadão Atento às 16:08
23 de Julho de 2012

Foi realizada à palestra sobre "Juventude a Nova Onda para a Mudança", no âmbito da celebração do dia Internacional da Hidrografia, celebrado a 22 de Junho. O evento teve o lema: Cooperação Hidrográfica Internacional - Apoiando uma Navegação Segura.

A efeméride foi organizada pelo Instituto Nacional de Hidrografia Nacional (INAHINA) filiada à Organização Internacional da hidrografia, organismo que Moçambique é membro através da Comissão Internacional da Hidrografia da África Austral e Ilhas.

O objectivo da palestra, foi de discutir o papel dos jovens no processo actual de desenvolvimento, com ênfase na actividade de empreendedorismo, sendo esta uma das soluções estratégicas para o auto-emprego, criação e distribuição de riqueza.

A apresentação do tema esteve estruturada em duas partes, sendo a primeira reservada a um enquadramento geral do assunto, apreciação às diversas gerações de jovens no processo histórico moçambicano, tendo em conta os desafios (constrangimentos) e objectivos que este segmento pretende alcançar para minorar as suas preocupações melhorando assim o seu nível de satisfação. A segunda parte virada a apresentação de possíveis soluções, com foco ao empreendedorismo, como uma opção estratégica para o aumento de competitividade do sector empresarial  e desenvolvimento sustentável e integrado.

O empreendedorimo, visto como um recurso a escassez de emprego, é um alicerce fundamental para o fomento ao progresso. A sua vocação produtiva, capitaliza a capacidade local de produçao, um dos grandes constrangimentos ao desenvolvimento, e contraria a situação económica típica de país exportador de insumos brutos e importador de produtos acabados.

A palestra foi proferida pelo Docente, Investigador e Consultor de Gestão MScBA António Sendi, no âmbito de divulgação dos resultados de pesquisa individual que tem levado a cabo em temas como sociedade e conhecimento, gestão de conhecimento, juventude e desenvolvimento, inovação e desenvolvimento, Parcerias Público-privado, entre outros.

Cidadaoatento

publicado por Cidadão Atento às 13:23
18 de Julho de 2012

A economia moçambicana é constituida maioritariamente pelo sector informal. Todos os sectores de actividade económico socorrem-se dos informais para sua complementaridade, visto que os agentes formais são insuficiente para abastecerem o mercado em insumos e produtos acabados.

 

Obviamente que este espectro varia de sector para sector, alguns são mais vulneráveis que os outros. Fazendo uma breve retrospectiva aos principais sectores de actividade económica pela cadeia de valor produtiva, temos que os sectores primário, secundário, e o terciário, apresentam de uma forma geral um maior ou menor número de operadores informais, portanto a sua distribuição é heterogénea.


Esta é uma das características comuns de economias subdesenvolvidas, que apresentam uma base de produção e cadeia de valor deficiente. Um sector privado competitivo, inovador e audaz, constitui um alicerce para a alavancagem dos sectores produtivos. A falta de incentivos fiscais e aduaneiros, dificuldades de registo e implementação de actividade, altos custos de acesso ao financiamento, legislação laboral inflexível e que penaliza o empresário, e um sistema judicial moroso, são alguns factores que afectam negativamente o ambiente de negócio, perceptível através do baixo rating do país avaliado pelo índicador doing business. Poderia-se arrolar outros indicadores de avaliação do nível de competitividade ou até de atractividade do país, como seja o índice, pela sigla inglesa, Global Innovation Index (GII), tradução literal Índice de Inovação Global, que igualmente ilustra claramente a nossa posição desprevilegiada. Procedendo-se a uma relação entre os dois indicadores acima referidos, considera-se que o segundo é reflexo do primeiro, numa relação de casualidade das variáveis.


Apesar deste cenário é notável o trabalho desenvolvido pelas autoridade, que nasce de uma consciencialização sobre a sua importância e respectivas vantagens advindas do estabelecimento de um sector empresarial privado forte e competitivo, no sentido de se formalizarem as actividades desenvolvidas pelos operadores informais, ou seja, a criação de condições de natureza fiscal (medidas de simplificaçao) que incentivem os operadores informais a registarem-se, passando assim a fazerem parte do segmento ou sector formal. Porém esses incentivos ainda são notavelmente insuficientes para que essa adesão possa ocorrer com a celeridade esperada, basta apreciar a segregação dos incentivos que ocorrem nalguns sectores de acitividade económica definidos como prioritários na agenda de desenvolvimento nacional. Na verdade, um desenvolvimento nacional efectivo que permite a criação e distribuição da riqueza deveria traçar linhas de desenvolvimento holísticos, permitindo a devida sinergia inter-sectorial e alargando a base de desenvolvimento, evitando desequilíbrios estruturais que comprometam um desenvolvimento sustentável.

 

MIC apud Valá (2009:1) descreve que o segmento das Pequenas e Médias Empresas (PME's) totaliza cerca de 78% do universo empresarial. Só no ramo industrial, as PME’s representam cerca de 97.4% do total de empresas, e empregam aproximadamente 67% da força laboral. Este cenário ilustra que o tamanho médio das empresas Moçambicanas são cada vez menores, o que torna o sector empresarial bastante vulnerável e exposto a alterações do ambiente.

 

De facto, países em desenvolvimento apresentam uma tendência evolutiva crescente do segmento de PME's, inversamente proporcional aos países desenvolvidos. Porque as PME's são pouco eficientes e competitivas até porque são geridas, em média, por pessoas com menos competências e capacidades de gestão, impactam negativamente na produtividade geral da economia. Acresce que as grandes empresas conseguem explorar mercados globais, beneficiando-se de economias de escala conseguem reduzir os custos de produção tornando-se mais competitivas. (Exame, Junho de 2012: 83)

 

Os potenciais riscos da informalização da economia, dentro outros, estão associados a problemas de saúde resultantes da baixa organização e estruturação do mercado. Um deficiente sistema logístico de transporte, acondicionamneto e distribuicão dos bens e serviços bem como uma fraca ou inexistente inspecção das condições operativas dos operadores, são alguns dos vários problemas associados, que por último recaem sobre o consumidor final.


A falta de profissionalismo dos operadores informais, adjectivo subjacente ao código de ética e deontologia, agrava a situação. Um bom voluntário, apesar de muitas vezes não possuir a competência e experiência requerida, consegue atingir bons níveis de desempenho. Realça-se aqui o gosto e entrega à actividade por parte do voluntário, acrescido ao sentido de responsabilidade, que resulta numa matriz de competências de elevado desempenho.

 

Cidadao Atento

publicado por Cidadão Atento às 21:40
18 de Junho de 2012

A sociedade é um complexo integrado de agentes e intervenientes (grupos sociais) que interagem de modo mais ou menos organizado, buscando cada grupo atingir seus objectivos concretos que podem até conflituar, esse é o conceito de sociedade a nível micro. A sociedade civil (SC) aparece como o conjunto de agentes (individuais ou institucionais) que não tem nenhuma participação directa na actividade politico, económico e social, gozando por isso de autonomia ou independencia relativamente a essas instituições. De acordo com Mulando, Flávio (2007:2)[1], SC é concebida como um espaço social, distinto do Estado e de instituições políticas, de sector de negócios e acima de tudo existe uma concessão de fluxos de informações.

 

O jovem faz parte do grupo etário de indivíduos que estão na faixa 18-25 anos, uma fase transitória entre a adolescência e idade adulta. Em termos de evolução natural do Homem, despontam e evoluem neste trajecto necessidades posteriores as básicas na pirâmide da hierarquia das necessidades, nomeadamente de independência, auto-afirmação, primeiro emprego, entre outros, sinais manifestos de forma mais acutilante num Homem adulto. Em termos legais, a nossa constituição prevê que um indivíduo com idade igual ou superior aos 21 anos adquire automaticamente direitos que lhe elegem como adulto.

 

Quanto a natureza comportamental, é uma geração activamente sedente de necessidades, moldada por características físicas e psiquica que lhe tornam um elemento diferenciador. Quando os seus estímulos não forem devidamente acompanhados e ponderadas ao longo do seu crescimento e especificamente na fase adulta (coaching), podem tornar-se rebeldes ou transviados, qualidade de quem nega subordinação ou orientação de uma outra pessoa próxima. Tradicionalmente os jovens devem respeito aos seus progenitores (e parentes). Em muitos casos, devido a sua exposição a diferentes experiências e convivências, algumas delas negativas, a educação formal e a exercida pelos país acaba por não ser suficientemente capaz de moldá-los a medida dos seus educadores. É um facto externo e involuntário, relevando sobretudo a consciência e os ensinamentos que os foram transmitidos amiúde, estes mantém-se como embondeiros, para que eles consigam manter e preservar os seus valores de base.

 

Os elementos de força, jovialidade, predisposição e voluntarismo, tornam os jovens uma força activa da sociedade sendo alvo preferencial ao chamamento à patria para servir a força militar (frequência do serviço militar), serviços voluntariado (escutismo), aderência a movimentos ou manifestações pacíficas (massificações).

 

Devido ao seu carácter eminentemente inquieto e fulgurante (ávidez) os jovens são tentados a participar no processo de transicção da actual geração para a outra, passando a assumir a sua posição na tomada de decisões estratégicas. No cenário actual, a geração dos adultos próximos a terceira idade praticamente ocupam lugares não só de natureza estratégica como também operativa o que não se coaduna com a natureza, dinâmica e desafios que o nosso país enfrente. Sendo um país jovem, plasmados nos dados do INE[2] que apontam que cerca de 45% da população está na faixa dos 0-14 anos, 50% dos 15-59 anos e remanescente 5% com mais de 60 anos, obviamente a maior parte dos problemas sociais, se classificados de acordo com o segmento etária, é demandado pelos jovens daí a oportunidade que se abre aos próprios jovens de proporem medidas, caminhos, meios ou sugestões sobre como é que as acções do Governo poderiam incorporar medidas de mitigação dos seus problemas.

 

Um alternativa viável para o sustento dos jovens na ausência de capacidade empregadora capaz de absorver a procura de emprego formal, é o recurso ao empreendedorismo. No entanto, o mercado empresarial actual é imperfeito, existem vários constrangimentos de ordem legal aliada a falta de incentivos e custos altos de exercício de actividade empresarial que se consubstanciam em barreiras a entrada, aspectos estes que colocam o país numa posição desprevilegiada no ranking doing business[3] ocupando a posição 139 de um total de 183 países.

 

Trigo, Virgínia (2009:7)[4], identificao seis fases do processo de empreendedorismo, designadamente, identificação de oportunidade, desenvolvimento do conceito de negócio, determinação dos recursos ou necessidades, aquisição de recursos necessários, implementação e gestão e saída estratégica.

 

Na fase três - Determinação de Recursos Necessários, há um passo essencial e diferenciador que são as redes de relacionamento (dimensão do capital social), segundo o mesmo autor descreve um conjunto de indivíduos e/ou organizações que se encontram ligados entre si por elos sociais com vista a facilitação de uma iniciativa empresarial. No nosso caso, eventualmente, as partes integrantes das redes de relacionamento não são constituídas por competências ou know-how relevantes para a fase de implementação e gestão do projecto o que catalisa a assimetria de informação existente no mercado.

 

Estes factores aniquilam forçosamente o sector privado à nascença, os altos custos de introdução do negócio (sunk cost) tornam-se um encargo futuro dificil de compensar com a capacidade de geração de receitas, quando a maior parte das empresas pertencem ao segmento PME’s.

 



[1] Mulando, Flávio (2007), O papel das organizações da sociedade civil na formulação de políticas públicas em Moçambique: Caso do G20 e do PARPA II, Conferência Inaugural do IESE, Setembro 2007

[2] http://www.ine.gov.mz/populacao/indicadores/indemo_proj

[3] http://www.doingbusiness.org/rankings

[4] In Trigo, Virgínia (2009), Apontamentos do módulo de Empreendedorismo: Manual de Empreendedorismo, MBA ISCTE Business School - Maputo

publicado por Cidadão Atento às 11:23
11 de Junho de 2012

O crescimento do parque imobiliário, a grande transformação e expansão que as cidades estão a ter, moldam o aspecto e a dimensão do sector imobiliário actual. Entretanto, este crescimento causa algumas inconsistências ou falhas de mercado devido a uma deficiente organização administrativo-financeira, funcional do Estado e do sector em particular, abrindo espaço a especulação.

 

O mercado habitacional, como parte do sector imobiliário, é o produto com maior destaque e expansão do sector imobiliário. Entretanto, é incerto o ordenamento ou distribuição habitacional para os jovens moçambicanos neste processo de expansão. Consequentemente é feita a abordagem no artigo: até que ponto a expansão e dinâmica do sector imobiliário beneficia os jovens?

 

O sector despontou com a chegada massiva da força de operações das Nações Unidas em Moçambique, entre Dezembro de 1992 e Dezembro de 1994, com vista a apoiar a implementação do Acordo Geral de Paz (AGP). A estadia no território nacional, particularmente em Maputo, despertou a falta de hospedagem para atender a chegada massiva de estrangeiros, abrindo oportunidades nunca antes explorada.

 

O subsequente crescimento desta indústria melhorou as condições de vida dos senhorios, visto ser uma actividade relativamente cómoda que a par da aplicação de poupanças não exige o exercício de alguma actividade laboral. Dados fazem menção ao cresimento global e sectorial constante no relatório KPMG (As 100 maiores empresas em Moçambique 2008, XIª edição, 2009:32), reflecte que o sector de aluguer de imóveis cresceu 2,4% em 2008.

 

Antes da independência, os imóveis pertenciam, na sua maioria, a colonos brancos, que pagavam a chamada contribuição predial, que constuía um verdadeiro imposto sobre o rendimento. Com a independência e aprovação da Constituição de 1975, Moçambique adoptou o sistema socialista baseado na planificação central da economia. Neste período, os imóveis foram nacionalizados tendo a propriedade revertido para o Estado (vide Decreto-Lei n.º 5/76, de 5 de Fevereiro). Segundo Rêgo, Moreira (2010), entrou em vigor em 1987 o Código dos Impostos sobre o Rendimento, que previa a revisão da Contribuição Predial, de modo a adequá-la à então situação da propriedade urbana. Com a aprovação da Constituição de 1990, foi adoptado o sistema capitalista trazendo profundas alterações a ordem económica do país que culminou com a reestruturação do sistema fiscal no início do século XXI.

 

O potencial de facturação desse sector é bastante alto, a julgar pelos valores de transacção praticados nas operações de arrendamento e/ou compra e venda os quais não constam registo na base de dados pelo facto de muito dos seus praticantes serem particulares, desconhecendo-se por exempo a contribuição deste sector para a actividade económica global ou para receitas públicas.

 

O financiamento desta actividade pode ocorrer com ou sem recurso ao endividamento, porém o primeiro caso não se afigura prático na medida em que tratando-se de uma despesa de investimento exige uma situação financeira estável e sustentável para garantir o contínuo suprimento de recursos, tornando a partida viável o recurso ao crédito e obtenção de vantagens da alavancagem.

 

 Olhando para a estrutura de custos do financiamento bancário para a habitação mostram-se bastante altos e desencorajadores para a maior parte da população. Com efeito, o rendimento médio de um jovem moçambicano é insuficiente para custear o encargo de financiamento bancário que provém desta solução de crédito.

 

As possíveis vantagens incrementais da alavancagem são desencorajadas pelo baixo poder de captação de outras fontes de rendimento e dos rendimentos marginais desta aplicação específica. Portanto, pode-se considerar que a oferta de produtos imobiliários se destinam a um segmento de mercado médio-alto, havendo uma preocupação recente do direccionamento da oferta do produto imobiliário para a classe média em crescente expansão, tornando-se assim um mercado atractivo.

 

Segundo pesquisa da Prime Yield (2012:10), a distribuição territorial dos grandes projectos imobiliários apresenta uma forte concentração na cidade de Maputo, e especificamente zonas altas, sendo zonas preferenciais a Sommerchield, Coop e Polana particularmente a Julyus Nyerere para habitação e serviços considerada a zona prime, a baixa da cidade para comércio e escritórios. Em termos médio o valor unitário da habitação em Maputo ronda os 2500 USD/m2, e na zona da Sommerschield os apartamentos atingem valores próximos a 3300 USD/m2, enquanto que o mercado de escritório atinge os 2200 USD/m2.

 

Para um pedido de crédito para habitação no valor de um milhão de Meticais a taxa de juro anual de 25,75% e um prazo de concessão de dívida de 15 anos, a prestação mensal do serviço da dívida varia entre um mínimo de 23.280,00Mt para um período de 10 anos e máximo de 21.495,00Mt para um período de 25 anos, valor muito acima da parcela salarial considerada para efeitos de bancabilidade (taxa de esforço) de um funcionário público com nivel académico de licenciatura, correspondente a cerca de 6.666,67Mt.

 

Mithá, Omar (2009:45) sublinha que o grau de endividamento em Moçambique está directamente correlacionado com a capacidade financeira do promotor, nesta lógica os bancos exigirão alguma comparticipação na forma de fundos frescos a rondar os 30% do CAPEX de modo a considerar-se uma estrutura de capital bancável. Com efeito, para o crédito a habitação em Moçambique os montantes máximos de financiamento para crédito a habitação vão até cerca de 90% do valor total de avaliação, para prazos máximos de 20 a 25 anos ou até 65 anos de idade do mutuário.

 

Voltando a natureza das construções do sector imobiliário, provavelmente as mesmas não beneficiam a cidadãos nacionais de classe média que corresponde a uma parte considerável dos residentes da urbe, considerando os pressupostos acima da análise de simulação de pedido de crédito bancário. Poderão estar a ocorrer outras vias de obtenção de financiamento para além das lícitas, segundo publicação electrónico do jornal OJE, o Procurador-Geral da República (PGR) de Moçambique, Dr. Augusto Paulino, admitiu que a expansão do sector imobiliário de luxo no país é financiada pela lavagem de dinheiro proveniente de actividades ilícitas, lamentando a inércia no combate ao crime organizado. Porém, a ser verdade esta ilação encerra uma precedência grave, que é constatar que os detentores dessas propriedades são nalguns casos cidadãos estrangeiros o que periga, sobretudo, a questão do domínio territorial, soberania e controlo da estabilidade sócio-económico e política do país.

 

António Sendi

 

publicado por Cidadão Atento às 14:58
05 de Junho de 2012

A Liderança é aspecto ou elemento presente na vida das pessoas e das organizações, e que marca a forma como as acções são realizadas. Devido a sua organização natural e natureza da vida, as pessoas tem com frequência a necessidade de se unirem e formarem equipes mistas de trabalho para atingir objectivos colectivos. De qualquer das formas o desempenho dessas equipes é influenciada fundamentalmente por dois aspectos-chave: comunicação e espírito de equipe, onde a liderança aparece como aspecto transversal e que optimiza essas competências.

 

Esta análise centra-se na avaliação da eficácia da liderança aplicada a natureza e dinâmica de grupos onde derivam diferentes expectativas e objectivos individuais, quais as características humanas diferenciadoras de um Líder neste processo? Para este caso, consideremos o papel da humildade na condução de pessoas, recursos, processos e estratégia para alcançar objectivos colectivos.

 

Para Sharma, Robbin (Exame:126), o antigo modelo de Liderança que defendia que os Líderes nascem como tal, encontra-se obsoleto pois esta já não diz respeito a posição de um Líder na empresa (abordagem situacional), o seu centro de gravitação é agora transversal onde qualquer um pode ser Líder (abordagem omnipresente), porque a Liderança adquiriu mais atributos do que uma simples posição ou função, trata-se porém de uma forma de pensar e de agir.

 

Considerando que a Liderança é algo que não se ensina, mas sim aprende-se, futuramente ganhará maior preponderância o papel dos líderes sem título, este indivíduo anónimo que pode iniciar uma onda de liderança que cresça e transforme-se numa onde de tsunami de excelência inspirando as pessoas que acompanham o seu percurso. “A próxima década apresenta muitas oportunidades para os indivíduos bem preparados”, segundo Sharma, Robbin (2010). Para o mesmo autor o ponto de partida em tempos difíceis é ter os pensamentos certos, quem não tiver confiança e focar-se apenas nos problemas vai perder todas as oportunidades que lhe surgirem

 

Humildade é factor-chave de sucesso nas várias vertentes sociais e profissionais que a pessoa estiver envolvida. Cada colaborador é colocado, no desempenho de suas funções, um conjunto de objectivos que tornam a sua actividade mais ou menos desafiadora. Passo a citar alguns exemplos ou situações correntes:

  1. Atleta de alta competição com enorme potencial que sabe aceitar a rotatividade do plantel nas opções do técnico respeitantes a constituição da equipe inicial, dá o melhor de si e agarra a titularidade quando for chamado a intervir;
  2. Estudante dedicado que sabe escutar, respeita o protagonismo do professor como elemento de produção, coordenação e partilha de conhecimento, temporiza adequadamente o momento para emitir sua opinião;
  3. Colaborador exemplar mais do que um bom profissional é um voluntário, disposto a fazer mais do aquilo que são suas obrigações, aprende e desenvolve mais competências com isso. Crê que a confiança e consequente progressão pode ser conquistada com bom desempenho no seu trabalho.

Todos estes casos possuem denominador comum (1) humildade, a aceitação do conhecimento transversal, das especialidades, experiências trazidas pelas gerações, poder de influência, poder de comunicação, argumentação e de convencer (2) espírito de conquista, com trabalho conquistam-se todos sonhos.

 

Muito se tem dito que as características de um grande Líder adquirem-se ao nascimento. Vários estudos provam o contrário, a Liderança pode contudo ser aperfeiçoada. Evidentemente que algumas pessoas tem maior facilidade para agir de certa forma enquanto que outras precisam de maior preparo para alcançarem sucesso em cargo de liderança. De acordo com Raúl Candeloro as dez características de um grande Líder são:

  1. Grandes Líderes cometem erros e se responsabilizam por eles;
  2. Grandes Líderes conseguem ficar neutros;
  3. Grandes Líderes não externalizam seus problemas;
  4. Grandes Líderes tem níveis altos de paciência e compreensão;
  5. Grandes Líderes produzem grandes Líderes
  6. Grandes Líders delegam e sabem quando soltar;
  7. Grandes Líderes tem um grande senso de propósito;
  8. Grandes Líderes reconhecem e aconselham seus colaboradores constantemente;
  9. Grandes Líderes tem inteligência emocional;
  10. Grandes Líderes são autenticos e honestos.

Destarte, todas estas características não porporcionarão resultados tangíveis em termos de inspirar, motivar, e conseguir obter melhores resultados da sua equipe, quando este Líder não souber ouvir dos outros antes de falar e não tiver uma grande humildade, de que adianta possuir todas estas características quando não se sabe ser humilde!

 

Segundo Micklethwait, John & Wooldridge, Adrian (1996:146) “as pessoas interessadas em aprender devem dominar cinco disciplinas: serem capazes de pôr de lado os seus velhos “modelos mentais”, apredenderem a abrir-se com os outros (“domínio pessoal”), compreenderam a maneira como a organização de facto funciona (“pensamento sistémico”), concordarem com uma “visão partilhada” e capazes de trabalhar com os outros a fim de atingir um objectivo comum (“aprendizagem em comum”).”

 

The Fifth Dimension de Peter Senge, Guru da teoria de Gestão contemporânea organização de aprendizagem, teve enorme êxito na altura de sua publicação onde várias opiniões convergiam na tese que o Ocidente estava no meio de uma mudança de paradigma, a transição de uma economia industrial para uma economia baseada na informação e que esta última precisava de um homem novo, equipado com novas técnicas de pensamento para dominar a orientação do processo produtivo.

 

O Homem novo é todo aquele indíviduo que reconhecendo suas fragilidades enquanto pessoa, encontra como seu refúgio predilecto o contacto com outras pessoas onde pode partilhar informação, escutar, ouvir, aprender com estes e deixar ficar a sua posição, suas idéias para perpetuar o conhecimento neste processo de aprendizagem mútua. Pode-se afirmar que o bom profissional possui duas características: hard worker e humildade.

 

Há pessoas que gabam-se em dizer que sabem tudo, que não precisam dos outros, que são auto-suficientes, etc. Um grande sábio, para alguns o pai da Filosofia, terá dito, naquela que é considerada uma das mais céleres reflexões filosóficas, reconhecer que a sua sabedoria era limitada pela sua própria ignorância (“Só sei que nada sei”), Sócrates.

publicado por Cidadão Atento às 14:29
01 de Junho de 2012

Esta reflexão é um contributo que retrata o paradoxo entre disponibilidade de recursos e o exercício da liberdade económica e intelectual na sociedade Moçambique com enfoque nas camadas jovens, grupo vulnerável, sendo o grupo etário mais expressivo na pirâmide estária. A preocupação deste artigo é destacar o papel e posicionamento das organizações da sociedade civil na emancipação dos jovens, e ainda como inculcar aos jovens de crença e valores destinados a transformação social individual como ferramenta de combate a inércia, neste caso o subdesenvolvimento.

 

Nkaringana é uma organização Moçambicana jovem que se dedica a promoção da inovação alcançada através da aceitação e capitalização do conhecimento natural que radica nas pessoas conjugada com o conhecimento científico. A visão do Nkaringana assenta em três pilares: desenvolvimento humano, comunicação e divulgação para transformação social e despertar auto-estima dos jovens Moçambicanos. A inovação é um dos caminhos para o desenvolvimento das comunidades, onde se inserem as pessoas, e consequente geração de riqueza impessoal catalizadora de progresso a escala nacional.

 

Ser Nkaringano é ser aquele jovem inconformdo que busca incessantemente o reconhecimento naquilo que faz, o qual resulta da sua entrega e devoção total, da descarga de suas energias renováveis para se fazer ouvir e sentir, no silêncio, em conversas fechadas e privadas, junto dos seus, etc. É toda a mulher que sai de casa as 6h e só regressa as 18h após ter conseguido arduamente amealhar milho para alimentar os seus filhos, aquela mulher que enfrenta adversidades, usa o seu poder de influência e persuasão para conseguir o alimento que possa partilhar de forma equitativa e sem discriminação aos seus filhos, e esses mesmos filhos muitas vezes crescem, tornam-se pessoas, tornam-se Nkaringanos e infelizmente alguns deles ignoram este percurso vitorioso marcado de sacrifício e privação dos seus progenitores. Nkaringana é, no sentido figurado, como uma rede eléctrica que espalha luz por todos os jovens, é o backbone que suporta e deriva todo o manancial (sua energia) dos jovens comprometidos com o alcance de sua independência.

 

Nkaringano é o jovem Moçambicano, mas não basta sê-lo, é preciso ser agressivo: jovem agressivo! Agressividade é a sede da conquista, de fazer as coisas acontecerem, ser pro-activo, lutar para conquistar e orgulhar-se de ser independente. Saber aprender dos outros, saber imitar, e depois através de iniciativas próprias, desenvolver acções que inovem a cadeia de valor do processo produtivo nacional. Para tal precisa ser ousado, não ter medo nem receio de arriscar, de falhar, de ser julgado pelos outros, acima de tudo ser ciente que cada passo consolida a vitória e a acumulação de falhas ou erros são étapas naturais da curva da experiência em direcção a perfeição.

 

Neste contexto ser rico, é sinónimo de ser independe. A maior autonomia que se pode conquistar é tornar-se independente, exercer a livre escolha, a liberdade de pensar, reflectir e criticar. Qualquer ser humano, jovem Moçambicano pode ser independente, basta cultivar o conhecimento e a liberdade de comunicar ou expressar livremente o seu pensamento, a chamada liberdade intelectual.

 

Ser Nkaringano é ter liberdade intelectual, pois, essa é a riqueza com a qual nos debatemos, capacitar as pessoas, jovens em geral e mulheres em particular para serem agentes de transformação dos recursos naturais em valor strictus sensus ou riqueza no sentido comum.

publicado por Cidadão Atento às 15:53
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