Este espaço é um espelho sobre o pulsar da minha contribuição ideológica enquanto cidadão activo empenhado em desenvolver o meio ao meu redor. Espero colher e partilhar a minha humilde opinião sobre temas de interesse comum
18 de Junho de 2012

A sociedade é um complexo integrado de agentes e intervenientes (grupos sociais) que interagem de modo mais ou menos organizado, buscando cada grupo atingir seus objectivos concretos que podem até conflituar, esse é o conceito de sociedade a nível micro. A sociedade civil (SC) aparece como o conjunto de agentes (individuais ou institucionais) que não tem nenhuma participação directa na actividade politico, económico e social, gozando por isso de autonomia ou independencia relativamente a essas instituições. De acordo com Mulando, Flávio (2007:2)[1], SC é concebida como um espaço social, distinto do Estado e de instituições políticas, de sector de negócios e acima de tudo existe uma concessão de fluxos de informações.

 

O jovem faz parte do grupo etário de indivíduos que estão na faixa 18-25 anos, uma fase transitória entre a adolescência e idade adulta. Em termos de evolução natural do Homem, despontam e evoluem neste trajecto necessidades posteriores as básicas na pirâmide da hierarquia das necessidades, nomeadamente de independência, auto-afirmação, primeiro emprego, entre outros, sinais manifestos de forma mais acutilante num Homem adulto. Em termos legais, a nossa constituição prevê que um indivíduo com idade igual ou superior aos 21 anos adquire automaticamente direitos que lhe elegem como adulto.

 

Quanto a natureza comportamental, é uma geração activamente sedente de necessidades, moldada por características físicas e psiquica que lhe tornam um elemento diferenciador. Quando os seus estímulos não forem devidamente acompanhados e ponderadas ao longo do seu crescimento e especificamente na fase adulta (coaching), podem tornar-se rebeldes ou transviados, qualidade de quem nega subordinação ou orientação de uma outra pessoa próxima. Tradicionalmente os jovens devem respeito aos seus progenitores (e parentes). Em muitos casos, devido a sua exposição a diferentes experiências e convivências, algumas delas negativas, a educação formal e a exercida pelos país acaba por não ser suficientemente capaz de moldá-los a medida dos seus educadores. É um facto externo e involuntário, relevando sobretudo a consciência e os ensinamentos que os foram transmitidos amiúde, estes mantém-se como embondeiros, para que eles consigam manter e preservar os seus valores de base.

 

Os elementos de força, jovialidade, predisposição e voluntarismo, tornam os jovens uma força activa da sociedade sendo alvo preferencial ao chamamento à patria para servir a força militar (frequência do serviço militar), serviços voluntariado (escutismo), aderência a movimentos ou manifestações pacíficas (massificações).

 

Devido ao seu carácter eminentemente inquieto e fulgurante (ávidez) os jovens são tentados a participar no processo de transicção da actual geração para a outra, passando a assumir a sua posição na tomada de decisões estratégicas. No cenário actual, a geração dos adultos próximos a terceira idade praticamente ocupam lugares não só de natureza estratégica como também operativa o que não se coaduna com a natureza, dinâmica e desafios que o nosso país enfrente. Sendo um país jovem, plasmados nos dados do INE[2] que apontam que cerca de 45% da população está na faixa dos 0-14 anos, 50% dos 15-59 anos e remanescente 5% com mais de 60 anos, obviamente a maior parte dos problemas sociais, se classificados de acordo com o segmento etária, é demandado pelos jovens daí a oportunidade que se abre aos próprios jovens de proporem medidas, caminhos, meios ou sugestões sobre como é que as acções do Governo poderiam incorporar medidas de mitigação dos seus problemas.

 

Um alternativa viável para o sustento dos jovens na ausência de capacidade empregadora capaz de absorver a procura de emprego formal, é o recurso ao empreendedorismo. No entanto, o mercado empresarial actual é imperfeito, existem vários constrangimentos de ordem legal aliada a falta de incentivos e custos altos de exercício de actividade empresarial que se consubstanciam em barreiras a entrada, aspectos estes que colocam o país numa posição desprevilegiada no ranking doing business[3] ocupando a posição 139 de um total de 183 países.

 

Trigo, Virgínia (2009:7)[4], identificao seis fases do processo de empreendedorismo, designadamente, identificação de oportunidade, desenvolvimento do conceito de negócio, determinação dos recursos ou necessidades, aquisição de recursos necessários, implementação e gestão e saída estratégica.

 

Na fase três - Determinação de Recursos Necessários, há um passo essencial e diferenciador que são as redes de relacionamento (dimensão do capital social), segundo o mesmo autor descreve um conjunto de indivíduos e/ou organizações que se encontram ligados entre si por elos sociais com vista a facilitação de uma iniciativa empresarial. No nosso caso, eventualmente, as partes integrantes das redes de relacionamento não são constituídas por competências ou know-how relevantes para a fase de implementação e gestão do projecto o que catalisa a assimetria de informação existente no mercado.

 

Estes factores aniquilam forçosamente o sector privado à nascença, os altos custos de introdução do negócio (sunk cost) tornam-se um encargo futuro dificil de compensar com a capacidade de geração de receitas, quando a maior parte das empresas pertencem ao segmento PME’s.

 



[1] Mulando, Flávio (2007), O papel das organizações da sociedade civil na formulação de políticas públicas em Moçambique: Caso do G20 e do PARPA II, Conferência Inaugural do IESE, Setembro 2007

[2] http://www.ine.gov.mz/populacao/indicadores/indemo_proj

[3] http://www.doingbusiness.org/rankings

[4] In Trigo, Virgínia (2009), Apontamentos do módulo de Empreendedorismo: Manual de Empreendedorismo, MBA ISCTE Business School - Maputo

publicado por Cidadão Atento às 11:23
Bom dia :)

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Lembro que poderá sempre ver o histórico dos destaques seguindo estes links (que estão na homepage dos Blogs):

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João Sá a 19 de Junho de 2012 às 06:58
Peço desculpa mas coloquei os links errados, do SAPO Cbo Verde e não do SAPO Moçambique (http://sapo.mz),onde, claro, está em destaque. Deixo os links correctos:

Histórico dos destaques;

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“Ver mais destaques de blogs”
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Bom dia João Sa,
Obrigado pelo destaque que os artigos mereceram. Estarei atento aos comentários para que possa interagir prontamente com os leitores.

Cumprimentos, extensível a equipe do SAPO.
Cidadaoatento
O jovem sempre terá um papel crucial na evolucao da sociedade em que se insere. Pois se não for o próprio jovem condutor dessa mudança quem o fará? Não podemos deixar em mãos alheias aquele que e o nosso dever enquanto jovens pertencentes a um determinado espaço.
A questão e? Participar sim, mas como? Ser activo sim, mas como? São varias as questões que nos inquietam existem, diversas formas de participar nesse processo evolutivo sem que esperemos que as respostas surjam do alem.

Continue a partilhar as suas ideias.
Um bem haja cidadão atento

KXavier a 10 de Julho de 2012 às 12:01
Existem diversas formas de participar activamente na diversas esferas da sociedade, senão é um direito constitucionalmente consagrado. Uma forma irrefutável de participar é através do empreendedorismo, que faço menção especial neste artigo. Ser empreendedor é abdicar de estar no anonimato, e desenvolver alguma actividade de impacto social considerável, mesmo que não com fins económicos imediatos. Uma simples forma de se libertar, de comunicar com a sociedade, de complementar as actividades que são desenvolvidas por instituições mas que tem algum gap , alguma margem de imperfeição ou fraco alcance.

Para tanto, torna-se necessário realizar contactos certos, para não desperdiçar recursos, particularmente o tempo que é uma variável irreversível. Nos dias que correm, um dos obstáculos invisíveis que se enfrenta, a par da ambiente de negócio, no caso do indicador que mesura a facilidade de registar e desenvolvimento de uma actividade económica, é a má-fé das pessoas. Muitas vezes somos vítimas de manobras dilatórias de algumas pessoas que tentam inviabilizar a todo custo o nosso desempenho, principalmente quando se age de forma individual. A face mais visível dessa incredulidade é que os impostores são, na sua maioria, jovens tais como nós.

Vale a pena discutir, e reflectir sobre esta e outras temática relacionadas. Sobre nós, os jovens, nunca devemos desistir, até porque criamos bases para uma melhor organização das gerações vindouras.
Cumprimentos a todos, especialmente a ti Katya .
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